Pai não ajuda, participa!

Presença e carinho marcam a participação dos pais no desenvolvimento e educação dos filhos.

Não existe pai nem mãe perfeitos. O que existe são pais e mães tentando acertar a cada dia, com uns tropeços ali e outros acolá.

Uma coisa que eu questiono muito é quando ouço as mães falando orgulhosas:

– Meu marido me ajuda, cuida da nossa filha, troca a fralda, é um ótimo pai!

No meu conceito não seria necessário ele “ajudar” se ele assumisse as responsabilidades de pai, com cuidado, atenção e doses extras de afeto. Quem disse que todas as responsabilidades do cuidado com a criança devem ser da mãe? Foi assim na época das nossas avós, mas lembre-se que quando essas mulheres assumiam toda a responsabilidade pelo cuidado dos filhos elas não trabalhavam fora, ainda assim respondiam por muitas responsabilidades em casa, e as que trabalhavam fora se sujeitavam ao sistema sem grandes questionamentos, certo ou errado era o que tinham para o momento.

Hoje muitas mães trabalham fora, muitas por gostar do que fazem e muitas por precisar participar do sustento da família. E por qual motivo continuam com a divisão desigual de tarefas? Sendo ajudadas, como se para o homem participar da educação dos filhos fosse um eterno favor?

Pode parecer pequeno para algumas pessoas, mas em meus atendimentos clínicos, já vi pessoas terminarem um casamento por este motivo. Com o passar do tempo e o aumento do estresse e das brigas a situação pode ficar insustentável. E, no entender do momento, é preciso “jogar fora a relação” por não perceber um jeito de “consertar” o casamento. Triste não?

Existe solução para a participação paterna

Caso você ainda tenha tempo de “consertar” as coisas, veja alguns pontos que costumo trabalhar com meus clientes.

Para os pais:

Participem da vida dos seus filhos. Chegará um momento que você irá querer a presença deles e eles já não desejarão mais a sua. Ou pior, estarão desacostumados a ficarem ao seu lado. Conselhos são bem-vindos, daqueles em quem confiamos, e a relação de confiança deve se desenvolver desde a infância. Quando eles chegam na adolescência dão menos importância para a presença e orientações dos pais. E, bem provavelmente, você se arrependerá de não ter se aproximado deles mais cedo.

Para o casal:

Quando chegarem em casa com seu filho nos braços, vindos da maternidade, façam as coisas juntos. Enfrentem todas as dificuldades juntos. Os choros sem fim, os medos dos banhos, as trocas de fraldas desastrosas. Em alguns casos, as avós acabam assumindo um grande número de tarefas e para o papai sobram comentários como: “Você não sabe trocar, deixa que eu faço isso!”. É provável que o papai nunca aprenda a cuidar se não tiver espaço para tentar. E os papais costumam se virar bem nas tarefas, podem confiar.

Diálogo sempre ajuda, em todos os momentos e em qualquer conflito. Se você está disposto a começar e quer algo bastante eficiente para melhorar essa realidade, que tal uma boa conversa com o cônjuge para ajustar as velas? Filhos dão trabalho sim, mas quando é cuidado à dois a rotina fica mais leve, a vida fica mais tranquila e os dois conseguem equilibrar os papéis com mais tranquilidade e amor.

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