Divórcio e família

Até que a morte nos separe. Para alguns casais este é o marco que confirma a união. Quando a separação chega antes, o casal precisa lidar com a dor, o esvaecer dos sonhos e, não raro, ainda equilibrar e dar suporte para os filhos.

Quando o relacionamento termina e o casal ainda não tem filhos é mais simples seguir em frente e refazer a vida. Mesmo com suas dificuldades, podem até nunca mais encontrar ou ter qualquer tipo de contato um com o outro, o que viveram fica no passado e a vida se renova a cada dia, até que ficam algumas lembranças e nada mais. Mas quando a separação envolve filhos, especialmente crianças, existem outras dificuldades. É preciso estar atento para ajudar os filhos a lidarem com o processo e saber que o contato entre os pais será necessário, ainda que a separação não seja amigável, pois sempre haverá uma responsabilidade em comum: a educação e o suporte aos filhos.

As crianças não têm responsabilidade sobre o relacionamento dos pais. Não existe ação possível da criança que resgate o amor e a cumplicidade, essas ações e responsabilidades dependem exclusivamente do casal. Para libertar os filhos dessa responsabilidade evite permanecer num relacionamento fracassado pelo fato deles existirem, e jamais diga que eles foram o motivo de se manter nesse relacionamento. A criança sentirá o peso e pode se culpar e sofrer por sentir-se responsável por uma união que não era saudável.

Você já não ama seu (sua) ex, mas ele sempre será parte da vida do seu filho. Cuidado com o que diz e com a forma como se refere ao antigo cônjuge. Falar mal do outro na frente dos filhos é grave e faz a criança sofrer. Por mais que ela pareça concordar contigo em alguns momentos, ela pode sofrer calada. Ela ama os dois e quer poder ter espaço para continuar amando, confiando e acreditando em ambos. Além disso, esse pode se desenrolar num caso de Alienação Parental, uma questão que pode, inclusive, afetar a guarda que você tem do seu filho.

Faça sempre o possível para proporcionar para seus filhos um ambiente harmonioso e emocionalmente saudável. Caso o casamento não seja viável considere a separação como uma alternativa, se isso possibilitar um ambiente sem brigas e tranquilo. É muito provável que seu filho perceberá que ter duas casas será mais saudável do que viver num ambiente com brigas frequentes. Não é fácil separar, mas acredite, é possível separar sem muitas brigas e num processo de forma mais equilibrada. Para isso, busque o suporte de um bom psicólogo e de um bom advogado.

O amor e a empatia têm o poder de curar e resolver muitas coisas. Quando essa é a base, fica mais fácil apoiar o outro na sua decisão, mesmo que isso te faça sofrer, aceitando que você não pode forçar o outro a viver aquilo que não deseja mais. Deixe o outro seguir seu caminho, da forma como escolheu, e se permita olhar para as suas possibilidades, sem imposições e sem criar situações desconfortáveis. Afinal, vocês sempre serão pais, independente de viverem na mesma casa todos os dias ou de intercalarem o cuidado e dividirem a guarda.

Independente do modelo de guarda, mantenha as responsabilidades com os filhos. Efetue pagamentos e pensão em dia, participe da vida deles ativamente, conheça os amigos, esteja nas apresentações escolares, saiba qual a comida preferida, esteja junto, abrace e demonstre o quanto o ama. Sua relação com o filho será para sempre, embora o casamento por vezes acabe.

Respeite o próprio caminho e o caminho daquele que agora deixa de partilhar os dias ao seu lado. Busque internamente forças para fazer o que é correto. Pense nos filhos e procure proporcionar um ambiente leve para eles. Para ajudar na empatia, lembre-se de você na infância, se imagine com a idade deles vivendo uma situação semelhante e como gostaria que seus pais tivessem lidado com esse processo. Como gostaria que tivessem te envolvido? E como gostaria que tivessem te apoiado?

Simone Steilein Nosima – Psicóloga – CRP: 08/09475

Tendência a olhar o copo “meio vazio”? Pode ser Distimia

Sabe aquela pessoa que parece estar sempre desanimada? Que dificilmente é vista alegre e cantarolando as coisas boas da vida? Se você já pensou em alguém mal-humorado ou ranzinza pode começar a rever os seus conceitos. O Transtorno Distímico tem, resumidamente, esta descrição.

Distimia pode ser percebida em pessoas que possuem um humor deprimido, que tendem a serem mais desanimadas e mais difíceis de agradar do que outras pessoas. Também críticas e com tendência a ver o mundo por um ângulo negativo. Quem apresenta o transtorno, pode  lidar com as situações do dia a dia, trabalhar, estudar. Mas com reclamações e percebendo dificuldades para encontrar motivação para encarar a rotina com prazer e leveza.

Quem sofre de Distimia sente-se mal uma grande parte do tempo e apresenta uma tendência à parecer ter baixa autoestima, confia pouco em si e nos outros. Reforça o olhar nas dificuldades e no que deu errado, valoriza pouco os acertos e tende a não comemorar as próprias conquistas. Também relata uma grande sensação de “vazio” que não consegue ser preenchido com nada. Em um momento sente-se melhor e logo em seguida já está chateado novamente. A sensação de desânimo pode durar anos.

O diagnóstico nem sempre é fácil. Já que os sintomas podem ser confundidos com o de outros transtornos, como o Transtorno Depressivo ou o Transtorno Bipolar, e em casos mais leves parece somente uma forma de olhar o “copo meio vazio”. Para que o diagnóstico seja feito corretamente é preciso que o paciente tenha uma boa percepção sobre si mesmo e suas variações de humor, bem como da intensidade delas. Por isso, para facilitar o diagnóstico, é recomendável que fique atento ao seu humor, variações e intensidades e, se possível, faça anotações sobre as condições de humor que considerar mais importantes. Esse será um ponto determinante no momento do diagnóstico.

Distimia tem tratamento:

O tratamento é feito com Psicoterapia e medicação – receitada pelo médico Psiquiatra. Não existe um tempo mínimo ou máximo para os cuidados, os casos variam de acordo com a intensidade e a resposta do paciente aos procedimentos. Com o tratamento, o esperado é que a pessoa consiga sair da fase deprimida e possa encarar as coisas com uma carga menor de tristeza e sofrimento.

Existem impactos na vida pessoal, nos relacionamentos amorosos, no convívio familiar e até mesmo no trabalho. A dificuldade maior é que um grande número de pessoas sente-se incomodado com o constante humor deprimido do distímico. Conflitos, diminuição da convivência e isolamento costumam ser comuns.

É completamente normal sentir-se triste em algum momento da vida. O que diferencia a tristeza comum dos transtornos é o tempo e a intensidade desse sofrimento. Para que você consiga diferenciar é imprescindível o acompanhamento de um profissional qualificado.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga – CRP: 08/09475

O que você cultiva?

Ter um cantinho de terra para cultivar vai além disso. Independente do espaço físico que você tenha em casa – se mora em casa ou em um apartamento -, é possível escolher alguns itens para cultivar. E mais! Aprender muito enquanto cuida do seu pedacinho de terra. Porque quando o amor e o comprometimento formam uma base sólida não existe praticamente nada que não seja possível produzir.

É certo que você aprenderá muitas coisas ao decidir se dedicar ao plantio. Basta ficar atento às várias situações que viverá e em como poderá transpor isso tudo para o seu dia a dia. Vale a pena cultivar, valerá ainda mais a pena colher os frutos do seu trabalho – garanto!

Nós decidimos ter um pedacinho de terra para chamar de nosso quando nossa filha tinha poucos meses de vida. A ideia inicial era poder proporcionar para ela uma vida mais próxima da natureza, com muitas aprendizagens e experiências. E deu certo! Todos aprendemos muito.

Desde que começamos a cultivar fortalecemos a paciência. Sim. Quando você planta demora um tempo para que o alimento cresça e possa ser consumido. Algumas coisas demoram meses até estarem prontas para a colheita. Estar o tempo todo ao lado do canteiro não fará as coisas irem mais rápido, tudo tem seu tempo e é preciso esperar o tempo de brotar e amadurecer. Quando você transpõe isso para a vida é da mesma maneira. Por mais velocidade que você coloque nas coisas elas vão demorar o tempo necessário para amadurecer.

Algumas coisas eu nunca consegui produzir, mas continuarei tentando. É preciso perseverança para conseguir ter o que quer. Mesmo que não dê resultados nas primeiras tentativas, um dia pode dar certo. A não ser que você desista de tentar, aí realmente não irá colher o que deseja. Nem sempre é fácil conquistar, na vida também é assim.

Passamos a cuidar cada vez mais do que temos. Pode ser a melhor semente, a melhor muda, nada irá produzir se você não cuidar do que plantou. Regar, tirar as ervas daninhas, equilibrar a luz. Muitas coisas precisam ser feitas para acompanhar e preservar a produção. Transferir o amor para o que faz, prezar pelo que fez até ali e poder olhar adiante com compromisso e paixão.

Também aprendemos a lidar com as perdas. Pode ser que a chuva de granizo comprometa seu canteiro. Pode ser que as pragas consumam toda a sua produção. É um exercício interessante perceber como o equilíbrio com a natureza se mantém e como isso pode te afetar. Algumas vezes o planejamento não sai como esperado e precisará lidar com aquilo que esperava ter e não terá. Por maior que seja a frustração terá que arregaçar as mangas e recomeçar.

Quando você preserva a natureza ela te devolve das melhores maneiras. Na nossa horta passamos a adotar a compostagem como forma de aumentar a produção. Aquilo que era lixo hoje é adubo e só temos vantagens com essa atitude. É um exercício de olhar para fora de si e da própria casa e entender o impacto das suas decisões e comportamentos para toda a sociedade.

A saúde que você põe na mesa virá repleta de amor e qualidade. Produzir, preparar e comer. Uma sequência que traz proximidade familiar e uma ótima oportunidade de ensinar sobre a importância de comer com qualidade e variedade. Cuidar da saúde é um exercício de toda a família e pode ser feito de uma forma agradável e repleta de amor.

Plantar pode ser terapêutico, mexer na terra, manter contato com a natureza. Separar um tempo para si, para poder entrar em contato com seus pensamentos e sentimentos. Enquanto as mãos movimentam a terra a cabeça e o corpo podem entrar em sintonia e desacelerar da rotina exaustiva da semana. Paz e serenidade podem tomar conta das emoções e pensamentos.

Parece simples, mas quanto mais você se dedica, mais aprende e mais pode compartilhar com as pessoas próximas. No nosso caso tivemos a oportunidade de fazer vários amigos, vizinhos de horta, ensinar nossa pequena mais até do que relacionei acima, dividimos nossa produção com os amigos e criamos um compromisso com a saúde, com a natureza e o meio em que vivemos. Não precisa ser expert para começar, aos poucos aprenderá tudo o que precisa saber para produzir o que deseja. Escolha o formato que mais lhe agrada e mãos à obra.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga – CRP: 08/09475

Você pode influenciar sua felicidade

Nem sempre os dias são de felicidade e nem todas as situações vividas são fáceis de lidar e resolver. Todos passamos por problemas e, algumas vezes, é difícil seguir em frente com um sorriso no rosto. Mas acredite em mim, é possível superar os obstáculos e viver melhor.

Mesmo quando você busca viver bem e feliz, certas vezes parece que o universo conspira contra você e em um dia tudo desaba e é preciso juntar os cacos e se reconstruir. Por mais que evite, terá um dia em que a tristeza aparecerá e você terá que enfrentá-la. De onde vem a força para tudo isso? De dentro de você. Sempre!

Aprender a cuidar dos próprios sentimentos cabe a você. Não se trata do que as outras pessoas entendem por dificuldade e nem do que eles fariam para enfrentar o que você está vivendo, trata-se de cuidar da sua dor e enfrentar as situações da forma que conseguir e com as ferramentas que tiver. A felicidade não é um prêmio dado aos que nunca enfrentaram dificuldades, é algo que você sente quando decide enfrentar seus medos e as desavenças e seguir em frente.

Encare sua história com iniciativa

Por mais difíceis que sejam os momentos, a virada deve vir de você. Quando você deixa nas mãos de outras pessoas a solução dos seus problemas, assume uma postura passiva e corre o risco de não resolver o que precisa.

Preze pelo seu futuro

Tenha cuidado para não tomar atitudes impulsivas. Antes de tomar uma decisão avalie quais serão as consequências positivas e negativas. Você conseguirá viver com elas? Se a resposta for não é provável que você tenha que repensar suas ações e buscar novas alternativas. Você colherá lá na frente o que está plantando hoje. É bom tomar cuidado.

Perdoe-se pelos erros que cometeu  

Não deixe de corrigir o que entende que é importante. Mas saiba que perdoar não é esquecer o que viveu, e sim conseguir lembrar da sua história sem sofrer; é conseguir viver em paz.

Tenha sempre alguém em quem confiar  

Você pode escolher as pessoas que vão caminhar ao seu lado. Seja por afinidade ou por qualquer outro laço, essas pessoas serão seu suporte nos momentos difíceis e sua dose extra de felicidade nos momentos de conquistas.

Nem sempre será rápido e nem sempre será fácil, mas em todos os momentos a mudança está dentro de você. Seja sua fortaleza e preze pelo que te faz bem. Porque por mais difícil que seja você poderá escolher a felicidade.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga – CRP: 08

Bullying

Anos atrás este termo não era conhecido na nossa sociedade da maneira como é hoje. Isso não significa que o Bullying não existia, e nem que o “tirar sarro” não fosse grave. O que temos hoje é mais acesso a informação e novas formas de tratar a brincadeirinha entre colegas, que já sabemos, não é tão inocente assim.

Se você frequentou a escola nas décadas de 70 ou 80 deve ter sido apelidado pela sua característica mais evidente, a negativa obviamente. Se não recebeu apelidos e não apelidou ninguém chegou a observar o desenrolar dessa situação com outras pessoas. O que precisamos ter em mente é que aquela brincadeirinha aparentemente inocente deixa marcas muito profundas para quem é exposto por elas. Dá vontade de sumir, de não ir para a escola e até mesmo de morrer.

O bullying é caracterizado por uma ameaça intencional e contínua, não é aquela piadinha que passa depois de alguns dias. É um comportamento violento que tem como propósito ofender e ferir o outro. Por mais que não consigamos perceber maldade nos jovens é possível que alguns deles consigam ser cruéis com as minorias. Você com certeza já viu isso retratado em filmes e novelas, ou na vida real, sabe do que eu estou falando.

Para se proteger você deve ter uma comunicação aberta com a família e com a escola, não precisa de lutar contra isso sozinho. Quando a família sabe do que está acontecendo pode ajudar a encontrar alternativas de resolver o problema. Diminua a proximidade que possa ter com o agressor, se possível não fique próximo dele e se não puder evitar tente que um amigo te acompanhe, isso pode diminuir a possibilidade de ser acuado por ele. Reflita sobre as situações vividas e pense nas melhores formas de responder e se posicionar, busque apoio de outras pessoas que podem te ajudar a encontrar outras formas de lidar com a situação.

Para os pais e professores é importante observar o comportamento das crianças e adolescentes. Uma pessoa que sofre bullying normalmente muda de comportamento, passa a se posicionar menos, tenta “trocar” de amigos na escola, deixa de participar dos intervalos de aulas (recreio), pode ter uma diminuição no seu padrão de notas, passa a não querer mais frequentar a escola, matar aulas, mentir e demonstrar desconforto sobre comentários sobre seu dia na escola.

Para algumas pessoas é difícil lidar com a situação de forma leve e sem sofrimento. Entender as peculiaridades e necessidades de cada é fundamental. Algumas pessoas entram num nível de sofrimento tal que precisam de terapia para conseguir elaborar e resolver a situação vivida. Isso não é fraqueza alguma, na verdade no mundo ideal ambos deveria fazer um acompanhamento psicológico. O que sofreu bullying, para aprender a lidar com o sofrimento; e o bullie para entender o que o levou a tomar tais atitudes com o colega. Cuidar das emoções é preservar a vida.

Sempre é tempo de prezar pela paz, respeito e empatia. Se você não gosta de ser chamado por apelidos que exponham suas piores características, porque imagina que alguém poderia gostar? Evite provocar outras pessoas? Até porque você não tem como prever a reação delas, podem se acuar como também podem agir de uma forma totalmente imprevisível e agressiva. Quando você age de forma pacifica e coerente consegue ajudar a manter um convívio harmonioso. Cada um com suas escolhas e cada um com suas características, sem discriminações e preconceitos. Cuide também da forma como reage às provocações, se preserve e cuide das suas emoções.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga – CRP: 08/09475

Cuidar das emoções é preservar a vida

A saúde emocional no Brasil ainda é negligenciada, seja por vergonha de buscar um tratamento ou pela desinformação sobre necessidades e possibilidades de intervenções. O que vemos hoje é um grande número de pessoas que deveriam buscar um atendimento psicológico e que continuam sofrendo sem saber como lidar com a dor, mas “resolvendo” isso de forma caseira.

A dor nem sempre se cura sozinha, o sofrimento não precisa ter motivo e fazer terapia não é coisa de louco. Para que possamos ter uma sociedade emocionalmente saudável precisamos quebrar barreiras que hoje nos limitam e impedem que algumas pessoas se sintam à vontade para buscar o tratamento adequado. Lidamos com a vergonha, com o preconceito e com a falta de suporte dos amigos e familiares para o tratamento que pode ser a base do bem viver.

Um vigia ateou fogo em crianças de quatro anos em Minas Gerais, um adolescente atirou contra colegas de escola em Goiânia. O que falha aqui é o cuidado, a escuta e a garantia de assistência à saúde mental daquele que vive em sofrimento e precisa de ajuda. Todos sabemos que isso não irá resolver todos os problemas e, obviamente, não acaba com as crises, tragédias e criminalidade. Mas, em vários momentos, olhar para a saúde mental e dar suporte para quem precisa é a arma que precisamos ter. Tragédias anunciadas que poderiam ser evitadas, ou ter um impacto reduzido, se o tratamento correto fosse realizado.

Chega da cultura de que depressão é frescura, que é só reagir que passa, que isso tudo é preguiça e falta de vontade. O sofrimento não precisa de justificativa para existir, o que precisamos é ter empatia e entender que o outro sofre mesmo que o motivo não faça sentido para nós. Ouvir, se colocar no lugar do outro e deixar a compaixão rolar. Ajudar e dar o suporte para que a pessoa busque o profissional qualificado para acompanhar seu caso. Sem receios, preconceitos ou críticas.

Existem coisas que não conseguimos vencer sozinhos. Aceitar as limitações é o primeiro passo para se conscientizar da necessidade do acompanhamento. É importante poder dividir o peso, encontrar alternativas e buscar a orientação necessária para que a realidade mude, ou ao menos, para que as perspectivas melhorem.

Cuide da sua saúde emocional, acompanhe as pessoas próximas e incentive para que elas façam o mesmo. Esse é o movimento que precisamos fazer para mudar a história.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga – CRP: 08/09475

O olhar da Psicologia para as brigas do casal

Se você já teve um relacionamento, sabe que é praticamente impossível manter a vida a dois sem ter uma discussão aqui ou acolá. Sabia que a psicologia não vê as discussões com maus olhos? Ao contrário, entendemos que algumas vezes as brigas servem para ajustar e equilibrar o relacionamento.

É como um terremoto, as placas estão mal ajustadas e com o movimento brusco acabam se encaixando melhor, o que faz com que se ajustem uma a outra, diminuindo as interferências físicas entre elas. Para o casal a briga tem um efeito muito semelhante. Em alguns momentos ela será o ajuste de contas. A forma de equilibrar e ajustar o que não está bom para uma das partes, ou para ambos. A briga traz estragos sim, como num terremoto. Existem perdas, existem ferimentos, mas é possível acertar as coisas e reconstruir.

Equilibrio é fundamental:

Os extremos devem ser analisados com cuidado. Quando atendo um casal que diz que nunca brigou, já ligo um alerta. Numa situação assim é bem provável que um dos dois tenha cedido mais do que gostaria. Em contrapartida, quando brigam de mais ou por motivos irrisórios, é provável que nenhum deles esteja disposto a ceder, se desculpar ou nem mesmo perceber sua parcela de culpa na situação. Estar atento aos motivos, a forma de resolver e em como cada um reage ao conflito é fundamental para que a briga não seja um desgaste em vão, mas sim a possibilidade de entendimento do casal.

Existe concerto, não é preciso jogar fora:

Relacionamentos duradouros não são aqueles que nunca encontraram dificuldades, são aqueles que conseguiram sobreviver às crises e se fortalecer nos momentos difíceis. A parceria e a cumplicidade pode ser mantida, mesmo que as discussões existam. Mas lembre sempre de manter o equilíbrio. Veja qual sua parcela de culpa em cada uma das discussões e tente ajustar o que for necessário. Teimosias e comportamentos provocativos tendem a ter um impacto negativo bem importante nos conflitos, e quando não há um cuidado pode cansar o outro.

Ser feliz não significa não ter problemas, significa poder lidar com as dificuldades e superar os obstáculos. As dificuldades no relacionamento e na vida a dois vão surgir e vale ficar atento para resolver os problemas e se aproximar ao invés de deixar que a situação abale o relacionamento e acabe por afastar o casal. O casal “propaganda de margarina” não é real como parece, e não espere que seu relacionamento seja aquilo que você admira numa propaganda de poucos segundos. A realidade pode ser mais complicada do que parece.

Comunicação é a chave de quase tudo. Se você definir fazer apenas uma coisa para ajustar o relacionamento, vale ficar atento à comunicação. É através do diálogo claro e franco que o casal pode aparar as arestas e resolver os conflitos. Diga o que pensa, abra seu coração e deixe o amor dar a base das suas palavras. Não espere o emocional transbordar para dizer o que precisa, seja coerente com seus sentimentos e busque uma comunicação franca e direta.

Conflito não é ruim, ruim é não saber ou achar que não é você quem precisa fazer algo para resolver. O conflito é uma situação que envolve mais de uma pessoa, o ajuste deve ser feito por ambos, para que não sobrecarregue ninguém. Amor como base da comunicação e comunicação como base do relacionamento. Quando uma base é sólida o que é construído em seguida tende a ser duradouro.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Foi demitido? Veja o que fazer para retornar ao mercado de trabalho

A crise econômica fez com que um grande número de empresas tivesse que demitir uma parcela significativa de funcionários. Pessoas com muitos anos de empresa, em vésperas de se aposentar, especialistas ou recém-contratados. A crise não poupou nenhuma área ou categoria. Mesmo que você não tenha entrado nas estatísticas, é provável que conheça alguém que tenha sido demitido.

Mas, fique tranquilo. Assim como na sua empresa, muitas delas consideraram questões como salário, manutenção de contrato com clientes, demandas de trabalho e projetos. Muitas pessoas altamente qualificadas foram demitidas este ano. Caso você tenha sido demitido, não passe a acreditar que está desqualificado ou que não possui a competência que o mercado procura.

Este é um ótimo momento para poder avaliar os rumos da sua carreira. Aquele projeto de mudança que não parecia coerente há meses, agora pode ser uma alternativa bem interessante. Defina suas metas e objetivos profissionais para os próximos 5 e 10 anos. Avalie qual é o emprego que te coloca diante dos seus objetivos. É nele que você deve focar. Busque vagas nesta área e se dedique a desenvolver seu perfil.

Para quem pensa em concurso público vale lembrar que o tempo de estudo pode variar de meses a anos, dependendo do curso desejado e do número de concorrentes. É preciso dedicação e disciplina para estudar e um projeto de suporte financeiro para poder manter a estrutura da casa e da família funcionando minimamente bem nesse período.

Busque uma atualização. Com poucas vagas e muitos profissionais disponíveis, você pode e deve trabalhar os seus diferenciais. Mas lembre de que só o desempenho técnico não será suficiente, é preciso trabalhar suas questões comportamentais para conseguir uma vaga que te agrade e te agregue. Veja o que o mercado está buscando e qual a sua defasagem. Desenvolva seus conhecimentos e habilidades para ter melhores chances de recolocação.

Muitas pessoas foram demitidas e outras tantas continuam empregadas ou possuem bons contatos profissionais. Acionar sua rede de contatos também pode ajudar a saber quais são as empresas que estão contratando. Muitas empresas aceitam indicação de profissionais e aproveitar os contatos pode te ajudar a acelerar a recolocação ou, ao menos, perceber o perfil de trabalhador que as empresas estão buscando.

Não perca tempo e encaminhe logo seu currículo para avaliação. Lembre de que você não está em férias. Por mais tentador que pareça pegar o dinheiro da rescisão e curtir uma folga com a família, é melhor arregaçar as mangas e buscar um trabalho o quanto antes. Afinal, você não sabe o tempo que vai demorar a encontrar uma vaga na sua área e o dinheiro pode não durar como você imagina. Depois de conseguir uma vaga, em um ano você poderá tirar suas férias, relaxando de verdade, com a garantia de um emprego para retornar após o merecido descanso.

Para muitas carreiras a recolocação é mesmo um processo delicado. Algumas áreas são tão restritas que, mesmo numa cidade grande, as vagas oferecidas são poucas. E, se o seu caso for esse, avalie as possibilidades de mudar de área ou mesmo de empreender. Para isso, é necessário um ótimo planejamento. Colocar todas as possibilidades e riscos num papel e refletir muito sobre sua proposta de negócio, para que ele seja um sucesso.

Em quaisquer dessas situações, aprenda a controlar a ansiedade no momento das buscas e das entrevistas. Por mais difícil que esteja o cenário e o momento econômico, é possível que muitas pessoas consigam se recolocar em breve. Quanto mais equilibrado você estiver, melhor será para escolher os rumos da carreira e demonstrar para a empresa suas competências e o quanto você vai agregar. Trabalhe seu perfil e fique atento às ofertas de vagas. Enquanto a oportunidade não aparece, defina rumos para sua carreira e finanças.

 

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Você pode ensinar seu filho a ser feliz

A felicidade pode vir dos momentos mais simples da vida. Aqueles que tomam uma proporção memorável e deixam registrados na memória lembranças que adoçam a mente e a alma.

Em várias situações a felicidade é mais uma questão de escolha do que parece. Deixar a mente e o coração abertos para simplesmente sentir. É como receber o toque do sol na pele e deixar a plenitude do momento tocar a alma. A forma como cada um recebe e devolve para o ambiente aquilo que vive faz a diferença entre definir-se feliz ou triste.

Quando você opta por ter uma postura positiva você abre mão de uma série de comportamentos que te levariam para o outro lado. É como se a cada momento você tivesse que definir se o “copo está meio cheio ou meio vazio”.

 

Uma pessoa feliz contagia as outras. Um olhar, um sorriso e palavras agradáveis trazem mais paz e harmonia para o ambiente. Crianças que crescem em um lar assim têm a autoestima mais elevada, são mais ousados e reflexivos na resolução de problemas. Têm uma facilidade para encontrar a solução que ninguém viu. Apresentam menos chances de terem problemas emocionais. São mais seguros e por consequência, felizes.

Pais felizes e pais tristes

A diferença entre pais felizes e tristes é que pais felizes tendem a ser mais próximos dos filhos, mais atenciosos e carinhosos. Consequentemente, eles deixam a marca da atenção e do afeto, possibilitando que os filhos se desenvolvam de forma alegre e positiva, uma “herança” que ficará registrada por toda a vida. É como se eles aprendessem que ser feliz é bom. Isso acontece de uma forma automática, sem orientações, nem cobranças. É simples e leve. Esta mudança de postura pode fazer toda a diferença para sua família.

Quero te fazer uma proposta simples:

  • Durante quinze dias você não irá reclamar de nada.
  • Se não tiver algo bom para dizer, ficará calada.
  • E quando tiver algo bom vai elogiar e demonstrar o quanto aquilo é importante para você.
  • E não comente com ninguém que fará isso, é nosso segredo, ok?

Antes de começar a colocar isso em prática quero que avalie como anda o humor e funcionamento da família toda:

  • Como está a rotina da casa.
  • As crianças andam reclamando muito de ter que fazer as tarefas ou se fazem o que devem fazer sem pestanejar.
  • O mau humor impera todas as manhãs.
  • Como os animais andam se comportando, sim, eles também refletem o nosso comportamento.
  • Percebeu? Agora anote todos os pontos chave para não esquecer e não se permitir enganar.

Além de não reclamar, adote posturas mais positivas para complementar essa situação:

  • Aprecie os momentos em família.
  • Pare para contemplar os filhos.
  • Brinque e reviva a infância junto deles. Talvez você não tenha mais oportunidade de fazer isso depois que eles crescerem, esta é a sua melhor desculpa para poder sentar no chão e brincar de boneca ou carrinho, aproveite!
  • Curta cada abraço, cada cochilo, cada momento junto, o tempo passa muito rápido.

Deixar a mente longe dos problemas. Não que eles não aconteçam, mas dar apenas a importância que eles têm, sem aumentar o problema ou criar novas situações difíceis a partir deles.

Esteja ciente que os problemas vão existir, e que alguns momentos de tristeza serão inevitáveis. Isso faz parte da vida, a felicidade não é constante. O que muda não é a ausência de problemas, mas a forma como você passa a encarar as dificuldades da vida.

Depois de 15 dias você vai fazer uma nova observação da rotina e do humor familiar:

  • Avalie se com a sua mudança de postura os filhos e marido se sensibilizaram e mudaram os rumos também.
  • Perceba as melhorias que essa mudança trouxe para você e para o ambiente em que vive. Seja em casa ou no trabalho.
  • Mesmo que não tenha trazido mudanças para o ambiente é muito provável que seu humor e seu ânimo tenham melhorado muito.

A felicidade contagia. É assim desde a infância até a vida adulta. Quando adotamos uma postura feliz e positiva as coisas tomam outra proporção e a vida passa a ter outras cores.

Você determina a atitude que vai tomar, que tal passar a ter atitudes positivas? Que tal assumir o que deseja para ser feliz?

Simone Steilein Nosima – CRP: 08/09475

Acerte em cheio na escolha da carreira

Vai prestar vestibular? Você pode acertar na escolha da sua carreira! Mesmo que escolher na adolescência a formação que dará a base para sua carreira seja uma decisão e tanto.

Algumas pessoas conseguem ter clareza do que desejam, mas para muitas as dúvidas e os questionamentos envolvendo a escolha transformam-se numa grande ansiedade. Por isso, proponho algumas reflexões que ajudarão nesta escolha:

Aceite ajuda, mas reconheça suas vontades

Tenha cuidado com a interferência externa. Lembre-se que é você que vai acordar dia após dia para desempenhar aquela tarefa e se dedicar para aquela carreira. Quando você permite que os outros definam sua carreira por você, corre o risco de se ver preso a uma área de atuação que não lhe agrada. E com o passar dos anos isso pode se tornar um peso e fonte de uma grande insatisfação.

Escolha o que ama

Não se baseie apenas pelo que acredita que dá dinheiro. Na verdade nada dá dinheiro se você não se dedicar. E para se dedicar é melhor amar o que faz e sentir prazer em se entregar dia após dia para o trabalho e carreira. Quando você sente que está se sacrificando, carregando um peso, dificilmente terá energia para criar seu diferencial e passará a ser apenas mais um com aquela formação disputando o tão concorrido mercado de trabalho.

Não vá pela formação mais rápida e fácil

Escolha o que realmente deseja. Quando a decisão é pelo curso mais fácil, pela formação mais rápida, talvez você deixe de lado a possibilidade de aprender muito e crescer mesmo em meio às dificuldades. E o ditado mesmo já diz “mar calmo não forma bons marinheiros”. Encare as dificuldades e vá em direção ao que deseja e não pelo caminho mais fácil.

Considere aquilo que você faz bem

Também o que lhe faz bem. Caso tenha um dom ou uma grande facilidade avalie a formação que te coloca numa carreira que permita exercitar o que tem de melhor. Reconhecer e fortalecer suas habilidades pode trazer uma série de vantagens no mercado de trabalho.

Enfrente o que precisar para chegar onde quer

Recebo várias pessoas em minha clínica tentando resolver o problema criado por não terem encarado as dificuldades e conflitos no momento da escolha da formação. Frases como “isso não vai te dar dinheiro, você vai passar fome”, “esse curso é difícil, escolha algo mais fácil”, “Siga os passos da família, já temos tradição nessa área”; são relembradas semana após semana, enquanto a pessoa tenta se reencontrar. Alguns tentam mudar de carreira, outros querem aprender a lidar com a frustração de encarar dia após dia o que lhes desagrada.

O tempo não volta, é possível consertar sim, mas é mais fácil encurtar os desagrados e fazer o que deseja desde o início.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475