Qual o limite entre a autoestima e o egocentrismo?

Amar suas qualidades, conhecer suas fortalezas e suas limitações faz parte da sua autoestima. Uma forma de poder perceber sua imagem física e sua estrutura emocional de acordo como ela é, valorizando e reconhecendo aquilo que você tem de melhor. Uma percepção sustentada por uma base sólida de autoconhecimento e aceitação pessoal.

Mais do que gostar da imagem que vê no espelho, a autoestima tem relação com um reconhecimento global de suas possibilidades, de saber lidar bem com as suas falhas e de manter a percepção e o estímulo de reconhecimento vindos de si mesmo.

Uma pessoa que tem uma boa autoestima reconhece e confia em suas capacidades, tem uma menor reação negativa aos comentários e críticas das outras pessoas, sabe os seus limites e a melhor forma de se respeitar e respeitar os outros. Não precisa se sentir linda o tempo todo, mas sabe exatamente o amor e a estima que tem por si mesma. Não busca incessantemente a opinião dos outros, nem para confirmar o que sabe sobre si e nem para alimentar e acariciar seu ego. Ela não precisa se vangloriar de seus feitos. Ela sabe de si e reconhece suas conquistas, independente da percepção dos outros, diferentemente daquela pessoa que fica o tempo todo se reafirmando publicamente e criando situações para ser elogiada.

Esta tem uma percepção exagerada de si mesma, força uma imagem de fortaleza, usa uma máscara de perfeição. Considera-se melhor que os demais e demonstra pouco ou nenhum interesse em receber críticas, mesmo que sejam construtivas. Sua imagem parece construída por um especialista em marketing. Tudo pensado para parecer ser inabalável e perfeita. Essa situação, ao contrário do que muitos pensam, não demonstra uma boa autoestima, mas um comportamento egocêntrico.

O limite entre os dois não tem relação com o quanto a pessoa se ama e sim com a forma como se conhece, percebe seu potencial e a forma como lidam com suas fragilidades e falhas. No caso da egocêntrica, ela se mostrar como forte e inabalável para que os outros tenham a percepção de alguém com grande autoestima e muita confiança. Em geral, os outros a percebem como inabaláveis e, em alguns casos, passam mesmo a imaginar que aquela “figura montada” é real. E muitos querem ser fortes e inabaláveis no mundo real, não é mesmo? Este comportamento egocêntrico passa a dar para ela a sensação de conquista, poder e sucesso.

Vale lembrar que a diferença entre a autoestima e o egocentrismo não está na quantidade de amor e confiança que a pessoa tem por si mesma. Na autoestima, o amor é real e equilibrado, a pessoa se demonstra como é e se ama e se respeita da forma como é. No egocentrismo, a pessoa não se conhece verdadeiramente e precisa dos méritos para poder se firmar e se perceber no lugar de destaque, mesmo que quem fale mais de seus méritos, nem sempre fale com mais propriedade e verdade.

A grande dificuldade em lidar com pessoas egocêntricas é que elas tendem a ser individualistas e menos empáticas. Sendo assim, ela tem dificuldades em dividir os méritos com a equipe, preferindo assumir toda a responsabilidade pelo que deu certo e se eximindo dos erros. Pode até mesmo usar de informações irreais e pequenas mentiras para se favorecer e transmitir a percepção extremada de suas conquistas. Elas podem se apresentar de forma encantadora quando precisam da sua ajuda, mas podem sumir e te deixar na mão quando lhes convém.

É provável que estas sejam as características de uma pessoa egocêntrica que têm mais impacto no seu círculo social e profissional. O convívio com ela, em geral, é complicado. Muitas vezes pode ter a sensação de ter sido desfavorecido e até mesmo enganado por ela e a conversa sincera pode não parecer o caminho mais correto a se tomar, justamente pela dificuldade em perceber e assumir seus erros que a egocêntrica tem.

Para facilitar o convívio, você deve trabalhar a sua percepção sobre si mesmo e sobre os outros. Assim será mais fácil confiar e se sentir à vontade para conviver com ela. Evite embates e grandes discussões, os erros da outra são dela e ela é quem deve trabalhar para percebê-los. Aja com humildade e naturalidade, a sua leveza vai amenizar e equilibrar as coisas.

O egocentrismo, assim como um nível rebaixado da autoestima, deve ser trabalhado psicologicamente, para que a pessoa possa se conhecer verdadeiramente, aceitando suas dificuldades e respeitando seus limites, com um olhar para suas fortalezas e uma energia para seguir em frente independente das dificuldades.

É provável que você tenha se identificado com um ou mais exemplos que comentei no texto. Oscilar entre o egocentrismo, a autoestima e baixa autoestima é possível e até normal. Em alguns momentos será necessário um olhar maior sobre você e sobre a sua postura que pode parecer egocêntrica, mesmo que seja por poucos instantes. Em outros dias você pode não acordar tão satisfeito com suas qualidades e com sua imagem, e isso não significa que não se conheça ou se aceite verdadeiramente.

Avalie seu nível de Autoestima. Oscilar entre os três níveis é comum, mas caso você mantenha-se com mais frequência em uma das extremidades vale buscar ajuda para poder equilibrar a Autoestima.

Fique atento ao quadro em que você se mantém a maior parte do tempo e na forma como lida com as mais variadas situações. Evite criar rótulos e crenças sobre si mesmo. Ao mesmo tempo em que algumas delas podem te impulsionar, outras podem te limitar e, dependendo do seu nível de conhecimento, uma pode não refletir de fato suas capacidades.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

O impacto do filho no relacionamento do casal

Foram nove meses de gestação, muitos preparativos, um mundo de novidades, cursos e palpites vindos de todos os lados. Chega o dia do nascimento e com ele mais novidades e desafios, mamadas, noite em claro, fraldas e muitos outros cuidados. Alguns dias depois já é hora do tão sonhado momento de viver em família. Todos vão para casa, lindamente decorada para a chegada do bebê. Milhares de vídeos passam pela cabeça, embalados ao som de músicas alegres. A expectativa de como será a vida em família é a melhor de todas, tem tudo para ser o sonho perfeito.

Mas será que a chegada de um filho é realmente simples e fácil para a vida do casal? Na verdade, não é. Na realidade é uma prova de fogo para o casamento. O primeiro ano da criança é um ano de bastante aprendizado e abdicações na vida do casal. A rotina e o relacionamento devem passar por uma adaptação, um novo contrato e uma nova forma de se relacionar deve surgir, para que o casal possa continuar sendo casal dentro desta família.

É provável que ocorram desentendimentos, mesmo os que se julgam preparados para a chegada do bebê enfrentam isso. Alguns dos principais motivos são a nova rotina, a dificuldade de encontrar tempo para si e para o cônjuge, os palpites e as interferências das famílias.

Mudanças da rotina

Antes eram apenas dois. Quando chegavam em casa dava tempo de preparar o jantar com tranquilidade, tomar um longo banho, conversar e namorar. Mas depois do nascimento do filho a rotina muda completamente. Os pais percebem-se perdidos entre tantas fraldas e lenços umedecidos, mamadas e cantigas. A expectativa de que vai ser fácil é quebrada já na primeira semana. O ideal é muito diferente da realidade.

As atenções da mãe passam todas para os cuidados com o filho, já o pai mantém sua rotina de trabalho e acaba exposto a outras prioridades. Mesmo quando a mãe volta para o trabalho a rotina da casa e os cuidados com o filho tomam muito tempo do casal, os dois percebem-se cansados e sem muita energia para levar uma vida mais próxima da que levavam antes.

A adaptação da rotina acontece de forma mais tranquila quando a mãe pode contar com o apoio do pai em algumas tarefas domésticas e de cuidado com o bebê. Resgatar antigos contratos de convivência é necessário, as mudanças e adaptações são para os dois.

A intimidade do casal

O tempo para conviver sozinhos, um momento a dois sem interrupções e sem se preocupar com nada, já não existe mais. E isso não é de todo ruim, afinal a criança precisa mesmo de muita atenção nestes primeiros anos. Se ela não for cuidada e amada ela não irá crescer e se desenvolver de forma saudável. É importante que dentro desta rotina de cuidados com a criança os pais encontrem tempo para si mesmo e para o outro.

A cumplicidade e o companheirismo devem falar mais alto. É importante que os dois possam conversar sobre si e as mudanças que estão vivendo. Que decidam juntos como educar o filho e como fazer para que o casamento e o amor continuem sendo a base desta família. Com certeza não irão concordar sempre, mas precisam sempre falar o que pensam e encontrar uma forma de encarar as dificuldades juntos.

Preservar momentos a dois, como sair para jantar sozinhos, traz a possibilidade de manter o romantismo e a união. Ter pessoas para ajudar neste momento conta muito. É possível pedir ajuda para a madrinha, para a titia e vovó. Aproveitar o momento para namorar, contar as novidades de cada um e relembrar as velhas histórias do casal ajuda a resgatar as memórias e motivos que levaram os dois a querer passar todos os dias juntos, enfrentando as dores e as delícias do casamento.

Se a vida sexual não está mais como era antes, saiba que também é comum as coisas esfriarem por um tempo. A libido da mulher não é a mesma durante a fase de amamentação. Em alguns casos a aceitação do corpo e da auto imagem mudam muito. E vale lembrar que o cansaço não é afrodisíaco para ninguém. O diálogo é a ferramenta que possibilita o entendimento e as alternativas para resolver esta questão. Falar sobre o que incomoda é fundamental para os dois. Encontrar alternativas para contornar os problemas é algo que deve ser feito em conjunto. Um respeitando o outro e os dois se ajudando, sendo os companheiros que eram até então.

Palpites da família

É difícil para a família se controlar e não dar palpites neste momento. Na maior parte dos casos a vontade de ajudar é genuína. Se a presença dos avós minou ainda mais a relação e a rotina do casal, vale uma conversa com eles, impor alguns limites e regras pode garantir um bom convívio.

O cuidado de cada um

Para que o casamento continue os dois terão que fazer concessões e tomar atitudes. A mudança deve partir dos dois pelo bem comum. E será no diálogo que estes pontos irão aparecer. Neste momento o casamento é como uma planta, um vai regar, outro vai adubar, mas a responsabilidade é dos dois.

Se você se identificou com o texto, saiba que não está sozinho. Esta situação é mais comum do que as pessoas deixam transparecer. Várias pessoas buscam ajuda de terapeutas para conseguir esclarecer seus papéis dentro da nova formação familiar. A pessoa fica envolvida em meio a tantos conflitos e dúvidas que parece não haver alternativas. Entenda que pedir ajuda de um profissional, ou o bom e velho conselho de quem já passou por isso, pode ajudar a esclarecer muita coisa.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Felicidade moderna

Num mundo sem segredos, onde tudo vai parar nas redes, o que se come e como sentem-se, a felicidade constante e intensa é a realidade atual. Mas na verdade, não é bem assim.

O objetivo comum é ser feliz. Todas as pessoas buscam isso constantemente. Mas o que significa isso, o que define e mede a felicidade e traz a tranquilidade de dever cumprido?

Tão buscada e ao mesmo tempo tão escancarada nas redes sociais, a felicidade é alvo constante de críticas e olhares invejosos. O riso solto, a disposição física e emocional, a superação a realização profissional, a família perfeita. O que a maioria das pessoas consideram hoje por felicidade pode ser uma utopia. Para muitos a felicidade é praticamente a ausência de problemas, uma vida leve e constantemente feliz, O que torna sua conquista algo quase inatingível. Baixar a expectativa da vida perfeita pode ajudar a aproveitar melhor cada momento e viver a felicidade em sua plenitude.

Existe uma cobrança da sociedade para a felicidade constante, não é mais permitido ficar triste. O problema disso é que a tristeza é um sentimento tão genuíno quanto a felicidade. Não existe uma forma de passar pela vida sem sofrer. Ficar triste em alguns momentos é muito diferente de ser depressivo ou de ter uma visão negativa da vida. Pode simplesmente significar que a pessoa tem inteligência emocional suficiente para se permitir viver o sentimento que tem para viver naquele momento.

A mudança consiste em reconhecer o que te faz feliz, em conseguir olhar para as pequenas coisas e perceber como elas afetam de forma positiva, ou não, sua vida e sua rotina. O autoconhecimento traz a possibilidade de lidar com a tristeza de forma mais coerente, e melhor ainda, traz a possibilidade de ir em busca do que te faz feliz.

Que tal se permitir sentir o que tiver que sentir? Afinal como disse Vinicius de Moraes: “É preciso um bocado de tristeza, senão, não se faz um samba não”.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Porque você não deve mentir na entrevista de emprego

Quem nunca ficou inseguro ao participar de uma entrevista de emprego? O momento gera incertezas e ansiedade, principalmente quando é a vaga dos seus sonhos. Então, vem a mentalização de um roteiro perfeito do que dizer para conquistar o cargo, mas saiba que não vale de tudo neste processo, a sinceridade tem um peso muito grande em todas as fases.

O objetivo da análise de currículo e da entrevista de emprego é buscar a pessoa que mais se adequa ao perfil da vaga e da empresa. Isso envolve conseguir arcar tecnicamente com a tarefa proposta e ter uma adaptação mais rápida ao perfil da empresa, incluindo relacionamento com os colegas de trabalho, maneira como lida com cobranças, equilíbrio emocional, dentre vários tantos outros.

Quando você diz que lida bem com a pressão e isso é mentira, você corre o risco de viver num ciclo de ansiedade elevado, sendo cobrado ao extremo e sem conseguir dar conta da cobrança com a seriedade e calma que o cargo e a empresa exigem. No momento da entrevista pode não perceber o impacto dessa mentira, mas acredite, se a empresa perguntou é porque isso é importante na rotina de trabalho.

Às vezes sua competência técnica não está totalmente de acordo com o solicitado no anúncio da vaga e isso nem sempre é ruim. Quando você sabe o que quer para sua carreira e o que o mercado exige para te contratar numa vaga dessa, prepare-se. A empresa está considerando que não precisará de tanto tempo para treiná-lo na função e, certamente, a mentira ficará evidente em algum momento.

Avalie se seu perfil comportamental é compatível com o perfil da empresa. Algumas empresas são conhecidas no mercado por terem um perfil mais agressivo, outras mais conservador. Informe-se com sua rede de contatos sobre a empresa, avalie se esta realidade é adequada para seu estilo de vida e o que deseja para você.

Manter um discurso com base na sinceridade ajuda a manter uma linearidade e clareza durante a entrevista, aumentando a possibilidade de demonstrar seus diferenciais e as vantagens da sua contratação. Por mais que tenha planejado bem o que iria dizer, quando o recrutador é bom, ele poderá perceber o que é verdade ou não no seu discurso.

Não aposte tudo na entrada, lembre-se que existe o período de experiência. Ser contratado não é tudo, ainda terá três meses para ser realmente efetivado. Aquela mentirinha para facilitar sua entrada pode ficar evidente, fazendo com que você seja desligado na experiência.

A entrevista é uma forma da empresa te conhecer e vice-versa. É a oportunidade de a empresa avaliar seu perfil e de você saber como é o estilo de trabalho e a tarefa que vai desempenhar, questionar sobre o salário e benefícios e avaliar se aquela vaga te atrai. Quando os dois lados conseguem ser coerentes com o seu discurso, o resultado pode ser uma parceria de muito sucesso.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Vai comprar uma casa?

Comprar um imóvel é um grande passo e deve ser dado com cuidado e atenção. Antes de iniciar as buscas vale refletir sobre o que deseja e considerar alguns fatores emocionais nesta escolha. Esta será sua morada nos próximos anos e você deve se sentir bem nela diariamente.

Evite comprar por impulso ou sem visitar um número maior de imóveis. Nas compras por impulso, a sua chance de se arrepender é alta, e, na grande parte das imobiliárias, depois de feita a proposta, você só pode desistir pagando uma multa. O ideal é ir para casa, refletir, fazer as contas e tomar a decisão com calma. Outro problema da decisão por impulso é que o momento de euforia pode de impedir de avaliar os pontos positivos e negativos com clareza, fazendo com que o imóvel nem mesmo corresponda totalmente às suas necessidades.

Tenha um corretor para chamar de seu. Um daqueles de confiança que você sabe que não vai tentar insistir em te oferecer um imóvel ruim apenas para ganhar dinheiro, mas que vai tentar encontrar para você o imóvel ideal, sua morada dos sonhos. Essa tarefa nem sempre é fácil, considere seu sexto sentido e empatia para ajudar na busca. Se você não se sente à vontade com o corretor é porque possivelmente não confia nele, o que pode interferir na sua análise do imóvel.

Está comprando um imóvel pensando em aumentar a família? Então considere o que deseja para os próximos anos. Que tal olhar para o passado e lembrar de como foi seu lar na infância? Quais suas principais lembranças relacionadas a espaço, vizinhos e estrutura? Se sua memória te leva diretamente para o playground do prédio, talvez valha você buscar algo que proporcione para seus filhos momentos de brincadeiras e descontração parecidos com o que você teve.

Aperta daqui e dali para caber no orçamento. Calma, as vezes é melhor esperar mais tempo para adquirir um bem nesse valor do que cometer loucuras financeiras. Quando se vive no limite financeiro podem aparecer sintomas de ansiedade e angústia. Para algumas pessoas, esta possibilidade de dívida já traz preocupação. Talvez esperar mais tempo, economizar um valor maior para a entrada sejam as melhores alternativas.

Considere seu estilo pessoal para definir região e características do imóvel. Se você é daqueles que odeia congestionamento, é importante avaliar o trânsito na região nos horários de pico, afinal aquele será seu trajeto durante um bom tempo. Outras situações como ruídos, construções, vias férreas também devem ser avaliadas. Melhor evitar a compra do que lidar com a irritação de viver com algo que te incomoda.

Ao definir e avaliar todas as condições e necessidades, é hora da compra. Faça a negociação e documentação com toda a seriedade e ajuda do seu corretor, isso vai impedir problemas futuros. Depois de finalmente pegar as chaves é hora de comemorar a conquista, viver feliz no novo lar e aproveitar de todo o aconchego e alegria que esse lugar e este momento proporcionam.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Porque eu escolhi ter uma filha com você

Quando nos conhecemos eu me encantei pelo seu jeito, pelo seu carinho e respeito com as pessoas. Pela sua preocupação genuína, pelo seu senso crítico e sua responsabilidade. Me apaixonei pelos seus olhos, pela verdade que posso ver neles. Pelo seu sorriso, lábios desenhados que transbordam alegria. Me encantei no primeiro instante e em todos os instantes seguintes. Com o passar dos anos decidimos aumentar a família. Entre tentativas e desejos veio uma menininha cheia de energia e vontade de viver intensamente todas as oportunidades que o mundo oferece.

Filhos dão trabalho, isso é verdade, mas ao seu lado a tarefa fica mais fácil. E você tem tanta coisa boa para ensinar para uma criança que acredito que, certamente, será um adulto de princípios assim como você. Dividimos as tarefas, e admito que em vários momentos você assume coisas que eu não tenho muita paciência para desenvolver. Que paizão! Amoroso e dedicado, sempre disponível para brincar, para sentar no chão e transformar um minuto em uma eternidade. Quantas lembranças boas ela terá desses momentos contigo.

Você está sempre presente e podemos contar contigo para tudo. Que bom que é assim, quanta tranquilidade isso me traz e quanta segurança essa presença reforça nela. Você consegue transmitir valores de forma gentil e equilibrada. Que fortaleza! Ela está aprendendo, errando e acertando com a certeza de que sempre terá um lugar de destaque no seu coração.

Fico aqui, babando ao ver o carinho e respeito que vocês demonstram um pelo outro. Não poderia desejar nada mais puro e sincero nessa vida. Em cada um destes momentos tenho a certeza de que você é o melhor pai que ela poderia ter. Sou feliz e grata por dividir a responsabilidade dessa tarefa contigo. Consegue imaginar as angústias comuns para inúmeras mães? Você ameniza várias delas com sua escuta, sua empatia e seus conselhos.

Escolhi ter uma filha com você porque você é íntegro e sabe transmitir e repassar essa integridade para ela. Porque tem o maior amor do mundo e não mede esforços para demonstrar isso dia após dia. Que bom que você cruzou nosso caminho e decidiu seguir na estrada da vida ao nosso lado. Espero que possamos viver longos anos juntos, e que ela consiga ser grata por tudo o que faz por ela, que faz por nós. Ser pai pode não ser tarefa fácil, mas você faz isso com uma maestria ímpar. Parabéns e obrigada por tudo. Nós amamos você para sempre. Feliz dia dos pais!

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Pai não ajuda, participa!

Não existe pai nem mãe perfeitos. O que existe são pais e mães tentando acertar a cada dia, com uns tropeços ali e outros acolá.

Uma coisa que eu questiono muito é quando ouço as mães falando orgulhosas:

– Meu marido me ajuda, cuida da nossa filha, troca a fralda, é um ótimo pai!

No meu conceito não seria necessário ele “ajudar” se ele assumisse as responsabilidades de pai, com cuidado, atenção e doses extras de afeto. Quem disse que todas as responsabilidades do cuidado com a criança devem ser da mãe? Foi assim na época das nossas avós, mas lembre-se que quando essas mulheres assumiam toda a responsabilidade pelo cuidado dos filhos elas não trabalhavam fora, ainda assim respondiam por muitas responsabilidades em casa, e as que trabalhavam fora se sujeitavam ao sistema sem grandes questionamentos, certo ou errado era o que tinham para o momento.

Hoje muitas mães trabalham fora, muitas por gostar do que fazem e muitas por precisar participar do sustento da família. E por qual motivo continuam com a divisão desigual de tarefas? Sendo ajudadas, como se para o homem participar da educação dos filhos fosse um eterno favor?

Pode parecer pequeno para algumas pessoas, mas em meus atendimentos clínicos, já vi pessoas terminarem um casamento por este motivo. Com o passar do tempo e o aumento do estresse e das brigas a situação pode ficar insustentável. E, no entender do momento, é preciso “jogar fora a relação” por não perceber um jeito de “consertar” o casamento. Triste não?

Existe solução para a participação paterna

Caso você ainda tenha tempo de “consertar” as coisas, veja alguns pontos que costumo trabalhar com meus clientes.

Para os pais:

Participem da vida dos seus filhos. Chegará um momento que você irá querer a presença deles e eles já não desejarão mais a sua. Ou pior, estarão desacostumados a ficarem ao seu lado. Conselhos são bem-vindos, daqueles em quem confiamos, e a relação de confiança deve se desenvolver desde a infância. Quando eles chegam na adolescência dão menos importância para a presença e orientações dos pais. E, bem provavelmente, você se arrependerá de não ter se aproximado deles mais cedo.

Para o casal:

Quando chegarem em casa com seu filho nos braços, vindos da maternidade, façam as coisas juntos. Enfrentem todas as dificuldades juntos. Os choros sem fim, os medos dos banhos, as trocas de fraldas desastrosas. Em alguns casos, as avós acabam assumindo um grande número de tarefas e para o papai sobram comentários como: “Você não sabe trocar, deixa que eu faço isso!”. É provável que o papai nunca aprenda a cuidar se não tiver espaço para tentar. E os papais costumam se virar bem nas tarefas, podem confiar.

Diálogo sempre ajuda, em todos os momentos e em qualquer conflito. Se você está disposto a começar e quer algo bastante eficiente para melhorar essa realidade, que tal uma boa conversa com o cônjuge para ajustar as velas? Filhos dão trabalho sim, mas quando é cuidado à dois a rotina fica mais leve, a vida fica mais tranquila e os dois conseguem equilibrar os papéis com mais tranquilidade e amor.

Chega de ansiedade

Ouvimos muito sobre ansiedade e temos sempre a sensação de que ela representa algo ruim e incontrolável. Hoje ela é um dos principais motivos de procura por terapeutas e psiquiatras. Mas entender como ela funciona e saber que ela pode ser controlada pode ajudar a enfrentar esta vilã.

Existem várias definições sobre ansiedade, mas de uma forma objetiva podemos dizer que ela é um medo ou apreensão, com algo que vai acontecer no futuro, ou ainda algo que não seja percebido pela pessoa. Ou seja, é possível ficar ansioso por medo de sofrer um assalto em casa ou ficar ansioso aparentemente sem motivo algum.

Os sintomas físicos mais comuns de ansiedade são taquicardia, boca seca, sudorese, tremor nas mãos e pernas, sensação de falta de ar e tontura. Com o passar do tempo e a ausência de tratamento adequado outros sintomas começam a aparecer, como a queda de cabelo, alteração de sono e apetite, alergias e problemas no estômago. Junto com estes sintomas físicos existem alguns sentimentos que podem vir associados como um grande pessimismo e uma dificuldade em encontrar uma saída, sensação de alerta constante, grande medo de morrer.

Todos estes sentimentos e sintomas geram um grande desconforto e podem comprometer a rotina e qualidade de vida. Imagine-se com um grande medo de ficar em casa sozinho associado ao pensamento de que a qualquer momento o ladrão pode entrar, e ainda acompanhado de sintomas físicos como taquicardia e sudorese. É possível que depois de algum tempo você mal consiga ficar em casa sozinho, ou acabe se mudando para um lugar que considerar mais seguro.

Mas calma, existe solução para isso. Imagine seguindo um “roteiro anti ansiedade”:

Avalie se seu medo faz sentido, se ele é real. Se for tome providências para garantir sua segurança, se não for avalie o motivo de vivenciar isso com tal intensidade.

Respire e inspire por alguns minutos, para assim conseguir acalmar-se momentaneamente e diminuir o impacto dos sintomas físicos. Ter a percepção física de tranquilidade vai te ajudar a reequilibrar seu estado emocional.

A longo prazo, use recursos para te ajudar a manter a calma, como músicas, leituras etc. Pratique atividades de laser, faça algo que te dê prazer e traga tranquilidade. Relaxar a mente é fundamental para mandar a ansiedade embora.

Pratique o autoconhecimento, fazendo terapia. Entender causas e consequências ajuda a enfrentar a ansiedade com todas as suas armas.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Quem define os rumos da sua carreira?

Quando você aceitou sua última promoção na empresa, era realmente aquela tarefa que você tinha interesse em desenvolver? Em algum momento você já sentiu que sua carreira estava tomando um rumo diferente do que você tinha imaginado, por orientação da empresa ou de gestores? Avaliar o rumo que sua carreira está tomando e sua força de decisão nisso é necessário para que você consiga se realizar profissionalmente. Algumas vezes, por uma questão de perfil pessoal, de necessidade da empresa ou por uma equivalência entre os dois, a empresa acaba tomando a decisão de sugerir uma mudança de área e de atividades. A primeira reação é pensar em aceitar e ainda ficar grato pelo sugerido, mas é importante que você considere seu interesse nessa vaga.

O que você faz hoje deve te colocar no caminho do que você deseja para sua carreira nos próximos anos. E caso ainda não tenha pensado nisso, não perca tempo e reflita sobre o que deseja profissionalmente nos próximos 10 ou 20 anos. Considere salário, rotina de trabalho e atividades a serem desenvolvidas. Isto te realiza? Isto te interessa? Caso a vaga ofertada não esteja nesse perfil, considere recusar a proposta.

Posso recusar mesmo quando envolver um aumento de salário? Pode, sim! Isso mesmo. O salário vai te realizar por pouco tempo e sua satisfação pessoal e profissional terão um peso maior ao longo dos anos. A sensação de fazer grandes sacrifícios pelo trabalho pode ocasionar ansiedade e estresse. Quando você sente prazer fazendo o que te realiza, o dinheiro passa a ser consequência de um outro nível de satisfação.

Processos como Avaliação de Desempenho e Feedbacks te ajudam a refletir se o que a empresa tem para te oferecer é aquilo que você busca. Conversas francas e baseadas em situações reais colocam você e os gestores em sintonia. Além de avaliar seu desempenho e deixar claro o que você precisa desenvolver para assumir novos cargos, você deve buscar saber quais são as possibilidades para sua carreira nos próximos anos. Caso não estejam de acordo com o que busca, seja sincero em colocar o que pretende e, junto com os gestores, defina possibilidades de chegar lá.

Você é um membro da equipe, mas isso não precisa ser eterno. A zona de conforto é sempre o lugar mais agradável de ficar, mas ocupar uma vaga jamais deve ser sinônimo de acomodação, seja em questões técnicas ou comportamentais. Você deve sempre manter o foco nos seus objetivos e se desenvolver no caminho que pretende conquistar. Caso não consiga isso dentro da empresa que está, seu crescimento pode estar fora dela. Isso ficará evidente se você pensar constantemente nos pontos que são importantes e assumir a responsabilidade pelo seu desempenho, carreira e motivação.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Suicídio: o que você precisa saber para ajudar seu filho

Recentemente os noticiários divulgaram informações sobre um jogo virtual chamado: O Jogo da Baleia Azul. Trata-se de um jogo no qual as tarefas são repassadas durante a madrugada e a última jogada é tirar a própria vida. Cruel não é mesmo? É automático pensar: “Nossos filhos jamais vão entrar num jogo desses”. Cuidado! Mesmo que você tenha educado seu filho com um grande senso crítico e noção de risco, é possível que ele tenha curiosidade sobre esse jogo ou ao menos conheça alguns amigos que entraram nessa.

Por que os adolescentes ficam tão suscetíveis aos riscos? A adolescência é uma fase de muitos conflitos emocionais, o “meio de tudo”, uma fase de provação e busca por aprovação, o que faz com que muitos tentem se afirmar nas suas rodas de amigos, assumindo riscos para provar que são ousados e descolados. A maturidade emocional, ainda em construção, não aparece de repente e pode vir acompanhada de erros de percepção e atitude.

Tantas mudanças geram dúvidas e podem vir acompanhadas de sofrimento, pode ser dolorido aprender e crescer. Quem está confuso e sofrendo muda o comportamento. Isso acontece porque a pessoa fica atenta aos seus problemas, sem conseguir entender e controlar suas emoções, o que muda seu olhar sobre as coisas e sua forma de se relacionar com as pessoas. Quem sofre tende a sorrir menos, a evitar situações de desconforto, a se colocar de uma forma negativa, pode passar a frequentar lugares diferentes, faltar nas aulas, e manter segredos sobre sua vida.

Quando se têm alguém em quem confiar, o peso pode ser dividido, dando a ele a chance de vivenciar as coisas com mais tranquilidade e equilíbrio. Para poder ajudar seu filho a passar pela adolescência longe dessas armadilhas, você é quem deve estar por perto. Sendo o apoio e a segurança que ele precisa. Além de ficar atento aos sinais e as mudanças de comportamento, é importante que você consiga estabelecer um vínculo sólido e duradouro com ele. Para isso, dê mais ouvidos do que conselhos, mais suporte do que broncas, mais compreensão do que castigo. Quando ele perceber que pode confiar totalmente em você, vai vir até você e assim terá a chance de ajudá-lo a aprender através do cuidado e do amor.

Caso conheça alguém que esteja passando pela adolescência com muito sofrimento, ofereça ajuda. E se você estiver passando por isso ou tem dúvidas a respeito, entre em contato pelo email: atendimento@clinicaevoluti.com.br – estou aqui para te ajudar a superar isso.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga CRP: 08/09475