Chega de ansiedade

Ouvimos muito sobre ansiedade e temos sempre a sensação de que ela representa algo ruim e incontrolável. Hoje ela é um dos principais motivos de procura por terapeutas e psiquiatras. Mas entender como ela funciona e saber que ela pode ser controlada pode ajudar a enfrentar esta vilã.

Existem várias definições sobre ansiedade, mas de uma forma objetiva podemos dizer que ela é um medo ou apreensão, com algo que vai acontecer no futuro, ou ainda algo que não seja percebido pela pessoa. Ou seja, é possível ficar ansioso por medo de sofrer um assalto em casa ou ficar ansioso aparentemente sem motivo algum.

Os sintomas físicos mais comuns de ansiedade são taquicardia, boca seca, sudorese, tremor nas mãos e pernas, sensação de falta de ar e tontura. Com o passar do tempo e a ausência de tratamento adequado outros sintomas começam a aparecer, como a queda de cabelo, alteração de sono e apetite, alergias e problemas no estômago. Junto com estes sintomas físicos existem alguns sentimentos que podem vir associados como um grande pessimismo e uma dificuldade em encontrar uma saída, sensação de alerta constante, grande medo de morrer.

Todos estes sentimentos e sintomas geram um grande desconforto e podem comprometer a rotina e qualidade de vida. Imagine-se com um grande medo de ficar em casa sozinho associado ao pensamento de que a qualquer momento o ladrão pode entrar, e ainda acompanhado de sintomas físicos como taquicardia e sudorese. É possível que depois de algum tempo você mal consiga ficar em casa sozinho, ou acabe se mudando para um lugar que considerar mais seguro.

Mas calma, existe solução para isso. Imagine seguindo um “roteiro anti ansiedade”:

Avalie se seu medo faz sentido, se ele é real. Se for tome providências para garantir sua segurança, se não for avalie o motivo de vivenciar isso com tal intensidade.

Respire e inspire por alguns minutos, para assim conseguir acalmar-se momentaneamente e diminuir o impacto dos sintomas físicos. Ter a percepção física de tranquilidade vai te ajudar a reequilibrar seu estado emocional.

A longo prazo, use recursos para te ajudar a manter a calma, como músicas, leituras etc. Pratique atividades de laser, faça algo que te dê prazer e traga tranquilidade. Relaxar a mente é fundamental para mandar a ansiedade embora.

Pratique o autoconhecimento, fazendo terapia. Entender causas e consequências ajuda a enfrentar a ansiedade com todas as suas armas.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Quem define os rumos da sua carreira?

Quando você aceitou sua última promoção na empresa, era realmente aquela tarefa que você tinha interesse em desenvolver? Em algum momento você já sentiu que sua carreira estava tomando um rumo diferente do que você tinha imaginado, por orientação da empresa ou de gestores? Avaliar o rumo que sua carreira está tomando e sua força de decisão nisso é necessário para que você consiga se realizar profissionalmente. Algumas vezes, por uma questão de perfil pessoal, de necessidade da empresa ou por uma equivalência entre os dois, a empresa acaba tomando a decisão de sugerir uma mudança de área e de atividades. A primeira reação é pensar em aceitar e ainda ficar grato pelo sugerido, mas é importante que você considere seu interesse nessa vaga.

O que você faz hoje deve te colocar no caminho do que você deseja para sua carreira nos próximos anos. E caso ainda não tenha pensado nisso, não perca tempo e reflita sobre o que deseja profissionalmente nos próximos 10 ou 20 anos. Considere salário, rotina de trabalho e atividades a serem desenvolvidas. Isto te realiza? Isto te interessa? Caso a vaga ofertada não esteja nesse perfil, considere recusar a proposta.

Posso recusar mesmo quando envolver um aumento de salário? Pode, sim! Isso mesmo. O salário vai te realizar por pouco tempo e sua satisfação pessoal e profissional terão um peso maior ao longo dos anos. A sensação de fazer grandes sacrifícios pelo trabalho pode ocasionar ansiedade e estresse. Quando você sente prazer fazendo o que te realiza, o dinheiro passa a ser consequência de um outro nível de satisfação.

Processos como Avaliação de Desempenho e Feedbacks te ajudam a refletir se o que a empresa tem para te oferecer é aquilo que você busca. Conversas francas e baseadas em situações reais colocam você e os gestores em sintonia. Além de avaliar seu desempenho e deixar claro o que você precisa desenvolver para assumir novos cargos, você deve buscar saber quais são as possibilidades para sua carreira nos próximos anos. Caso não estejam de acordo com o que busca, seja sincero em colocar o que pretende e, junto com os gestores, defina possibilidades de chegar lá.

Você é um membro da equipe, mas isso não precisa ser eterno. A zona de conforto é sempre o lugar mais agradável de ficar, mas ocupar uma vaga jamais deve ser sinônimo de acomodação, seja em questões técnicas ou comportamentais. Você deve sempre manter o foco nos seus objetivos e se desenvolver no caminho que pretende conquistar. Caso não consiga isso dentro da empresa que está, seu crescimento pode estar fora dela. Isso ficará evidente se você pensar constantemente nos pontos que são importantes e assumir a responsabilidade pelo seu desempenho, carreira e motivação.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Suicídio: o que você precisa saber para ajudar seu filho

Recentemente os noticiários divulgaram informações sobre um jogo virtual chamado: O Jogo da Baleia Azul. Trata-se de um jogo no qual as tarefas são repassadas durante a madrugada e a última jogada é tirar a própria vida. Cruel não é mesmo? É automático pensar: “Nossos filhos jamais vão entrar num jogo desses”. Cuidado! Mesmo que você tenha educado seu filho com um grande senso crítico e noção de risco, é possível que ele tenha curiosidade sobre esse jogo ou ao menos conheça alguns amigos que entraram nessa.

Por que os adolescentes ficam tão suscetíveis aos riscos? A adolescência é uma fase de muitos conflitos emocionais, o “meio de tudo”, uma fase de provação e busca por aprovação, o que faz com que muitos tentem se afirmar nas suas rodas de amigos, assumindo riscos para provar que são ousados e descolados. A maturidade emocional, ainda em construção, não aparece de repente e pode vir acompanhada de erros de percepção e atitude.

Tantas mudanças geram dúvidas e podem vir acompanhadas de sofrimento, pode ser dolorido aprender e crescer. Quem está confuso e sofrendo muda o comportamento. Isso acontece porque a pessoa fica atenta aos seus problemas, sem conseguir entender e controlar suas emoções, o que muda seu olhar sobre as coisas e sua forma de se relacionar com as pessoas. Quem sofre tende a sorrir menos, a evitar situações de desconforto, a se colocar de uma forma negativa, pode passar a frequentar lugares diferentes, faltar nas aulas, e manter segredos sobre sua vida.

Quando se têm alguém em quem confiar, o peso pode ser dividido, dando a ele a chance de vivenciar as coisas com mais tranquilidade e equilíbrio. Para poder ajudar seu filho a passar pela adolescência longe dessas armadilhas, você é quem deve estar por perto. Sendo o apoio e a segurança que ele precisa. Além de ficar atento aos sinais e as mudanças de comportamento, é importante que você consiga estabelecer um vínculo sólido e duradouro com ele. Para isso, dê mais ouvidos do que conselhos, mais suporte do que broncas, mais compreensão do que castigo. Quando ele perceber que pode confiar totalmente em você, vai vir até você e assim terá a chance de ajudá-lo a aprender através do cuidado e do amor.

Caso conheça alguém que esteja passando pela adolescência com muito sofrimento, ofereça ajuda. E se você estiver passando por isso ou tem dúvidas a respeito, entre em contato pelo email: atendimento@clinicaevoluti.com.br – estou aqui para te ajudar a superar isso.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga CRP: 08/09475

Porque olhar as coisas de outros ângulos é bom para você

Novos olhares, novas formas de perceber as situações

Quando você se permite ter novos olhares sobre a mesma situação, você amplia seus recursos e suas percepções, cria possibilidades de mudar, fazer diferente e evoluir.

Certa vez fiz um curso de fotografia para amadores. Com câmera simples, sem os recursos que um fotógrafo profissional tem. Uma das atividades consistia em saídas para fotografar, para treinar novos olhares. Uma experiência muito interessante que me ajudou a amar ainda mais a fotografia e ter alguns insights importantes, daqueles que vale carregar para toda a vida.

Lembro bem do dia que fomos fotografar num parque. A proposta era encontrar bons ângulos, iluminação e perspectivas diferenciadas. Passei algum tempo entretida com um banco vazio, a cada ângulo que eu registrava percebia uma imagem totalmente diferente da anterior. Assim é na vida, as coisas podem ser vistas de alguns ângulos diferentes na maioria das vezes. E isso pode mudar o significado, a avaliação e a forma de interagir com as questões.

Você pode trabalhar para ampliar seu olhar. Mesmo quando as coisas parecem ser ruins, elas podem ter uma solução ou uma lição diferente. Quando uma situação te pega de surpresa, é possível que leve um tempo para conseguir organizar os pensamentos e encontrar uma forma de resolver a questão. Mais do que olhar as coisas pelo lado positivo, você pode olhar as coisas com a proposta de solução. Uma maneira prática e consciente de diminuir os impactos do que aconteceu, ou melhor ainda, aumentar o impacto positivo.

Quando as coisas parecerem sem saída, coloque as alternativas em um papel. Considere todas as possibilidades que consegue imaginar, mesmo aquelas que pareçam absurdas. Relacione o impacto de cada uma delas na sua vida, nos seus projetos e sua felicidade.  Comece a mudança da forma que conseguir, não espere estar com tudo pronto para mudar. Quanto antes refletir e começar a mudança, mais cedo terá resultados e mais motivação terá para continuar o caminho.

Siga em frente. Por mais tortuoso que pareça o novo caminho, quando você reflete sobre as possibilidades encontra novos lugares, novas saídas. Apesar de a tendência de retornar para a zona de conforto, evite fazer sempre do mesmo jeito, reflita melhor e faça o que considera correto para o momento. O que precisa ou gostaria de fazer diferente?

Ampliar a mente e buscar outras perspectivas é um exercício e tanto para conseguir ter mais qualidade no que faz e, principalmente, mais qualidade de vida. À medida que você se permite mudar seus conceitos e a percepção das coisas, é possível ampliar seu repertório, sua consciência e sua capacidade de resolver problemas.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Dicas práticas para controlar a ansiedade na prova do Detran

Logo depois de comemorar 18 anos você inicia as aulas na autoescola. Dirige bem, e está tecnicamente preparado para o exame de direção do Detran. Aí vem a ansiedade e te faz errar tudo e reprovar no teste.

A ansiedade afeta milhares de pessoas nas mais variadas situações e fases da vida. Para as que estão em processo de tirar a carteira de motorista ela pode ser a grande vilã, que faz com que precisem repetir o teste inúmeras vezes. Os sintomas podem incluir taquicardia, tremor nas mãos e pernas, o que dificulta o controle da direção e dos pedais. Além de um “branco” nos procedimentos a serem seguidos.

A preparação para controlar a ansiedade começa nas aulas de direção. Tenha consciência da sua desenvoltura em dirigir. Perceba suas dificuldades e encontre uma forma de amenizá-las, isso te deixará mais tranquilo. Feche os olhos e respire fundo antes de ligar o carro, deixe o ar entrar e sair lentamente dos pulmões, aproveite para sentir os batimentos cardíacos e perceber o seu controle sobre seu corpo.

Prepare-se para o momento do exame

Informe-se sobre como é o teste, as ruas em que acontecem, as técnicas cobradas e as maiores dificuldades que poderá encontrar. Tente dirigir nas ruas onde será avaliado, reconheça seus maiores obstáculos e treine até que eles não ofereçam mais risco para você.

Vá com antecedência ao Detran, veja como funciona o processo de chegada, movimento de pessoas, local para retirada de senha, quanto tempo leva para cadastro de documentação e para ser chamado. Preste atenção nas suas reações físicas, se começa a ficar ansioso e quais sintomas apresenta, relacione cada um deles para mais tarde encontrar formas de controlá-los.

Durante as aulas de baliza, faça uma experiência: sente-se no banco do motorista, feche os olhos e se imagine no momento do exame. Siga o passo a passo de ajuste de bancos, espelhos e o que mais for necessário. Respire fundo e sinta seu corpo acalmando e entrando num ritmo controlado. Execute a baliza como se estivesse no exame do Detran. Enquanto isso, perceba sua ansiedade e como consegue controlá-la.

Mantenha a calma para ter bons resultados

Fique atento aos pensamentos negativos que podem contribuir com o aumento da ansiedade, troque estes pensamentos por frases que te ajudem a manter o equilíbrio e a determinação. Por exemplo: “É muito difícil passar no exame, acho que não vou conseguir” troque essa frase por “Eu me dediquei durante as aulas, vou dar o meu melhor na avaliação”. Perceba que mesmo que seu pensamento não tenha o poder de transformar o resultado ele tem a chance de te ajudar a se manter tranquilo durante a prova.

Controlar a ansiedade depende de você. Dedique-se às aulas, dê o seu melhor todos os dias, isso vai ajudar a ter confiança no que sabe e a ter a capacidade de demonstrar no exame. Por fim, respire fundo e perceba como consegue controlar seu corpo, diminuindo os efeitos da ansiedade e do nervosismo.

Transtorno bipolar: A difícil tarefa de viver entre a euforia e a depressão

Oscilação entre euforia e depressão

Uma vida marcada por altos e baixos. Essa é a realidade de quem convive com o transtorno afetivo bipolar. Alterações de humor e grande dificuldade em se perceber e conseguir entender a própria instabilidade.

Uma vez uma paciente me descreveu o transtorno bipolar da seguinte maneira:

 

“É como uma borboleta, quando estou na fase eufórica me sinto bela, com asas coloridas, cheias de brilho e vida. Posso voar para longe, posso ir aonde quiser; sem limites, riscos ou preocupações. Mas quando estou na fase depressiva, sinto como se essa borboleta tivesse uma bola de ferro amarrada em seus pés. Essa bola me impede de me movimentar, de fazer, de viver. Tudo parece difícil e a vontade de tentar e reagir é muito baixa”.

Conhecer é o caminho para tratar e conviver

Deixe de lado posicionamentos como: “É só uma birra”, “isso é coisa de pessoa mimada, deixa ela para lá que logo passa”, “ele é de lua mesmo, logo tudo se ajeita”. Crenças como estas apenas vão prejudicar seu entendimento sobre o transtorno bipolar e seus portadores. Todos temos variações de humor, mas no transtorno bipolar a euforia e a depressão são mais extremadas e as alterações de humor mais bruscas.

Oscilação entre euforia e depressão

Vale lembrar que cada pessoa é diferente e, portanto, a duração dos episódios e os principais sintomas variam a cada uma.

Para o próprio bipolar é difícil se entender e conviver bem consigo mesmo e com seus pensamentos. Obviamente isso se reflete no convívio social e familiar. Os sintomas impactam no comportamento, ocasionando uma série de desentendimentos e conflitos. Isso é ainda mais evidente quando a família entende o quadro clínico como um apanhado de birras e crises de mimo. Para conviver melhor, a família pode buscar apoio dos terapeutas, entendendo como lidar com a mudança de humor e os sintomas.

 

Tratamento

O tratamento do transtorno bipolar consiste em acompanhamento psiquiátrico e psicológico. A Psiquiatria vai entrar com medicação para amenizar sintomas e estabilizar o quadro. Já a Psicologia vai ajudar a entender os desencadeadores de crise, formas de lidar com elas, trabalhar autopercepção e melhoria da qualidade de vida.

Tratamentos longos são comuns e, mesmo com o tratamento, as crises podem ocorrer, mas é possível que tenham menor intensidade. Interrupções no tratamento e tentativas de suicídio também podem acontecer e para resgatar é importante o apoio da família e da equipe de terapeutas.

O transtorno bipolar não é um quadro de simples diagnóstico e tratamento, envolve uma série de etapas e acompanhamentos. Para que o portador do transtorno mantenha o tratamento e consiga bons resultados, é importante uma equipe preparada e o apoio da família e dos amigos. Caso perceba que alguém próximo possa sofrer de transtorno bipolar, ajude-o encaminhando para um especialista.

Para ilustrar, sugiro dois filmes que tratam sobre o assunto: “O lado bom da vida” e “Sentimentos que curam”.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Brincar é coisa séria

Crianças aprendem quando brincam

Brincar é mais do que uma forma de se divertir e passar o tempo. Quando uma criança brinca, elabora sentimentos, aprende a lidar e identificar as emoções, trabalha o relacionamento interpessoal e muito mais. O que é perceptível é que muitas famílias têm conseguido pouco tempo e algumas dificuldades para trabalhar a criatividade, para poder vivenciar a brincadeira de uma forma intensa. Acredite

, sempre será vantajoso dedicar seu tempo para brincar com os filhos.

Durante a brincadeira, a criança consegue internalizar conceitos de uma forma leve e divertida, elaborar questões emocionais, vivenciar a fantasia e abrir as portas para a imaginação e usar a criatividade. Neste momento, a aprendizagem acontece naturalmente, ao mesmo tempo que descobre o mundo ao seu redor e interage com os mais variados estímulos.

Os formatos e possibilidades do brincar são inúmeros, seja sozinho ou acompanhado, com ou sem brinquedo. Independente da forma, a brincadeira vai permitir que a criança trabalhe a frustração, internalize valores e forme vínculos. Cada criança tem seus interesses e vai buscar o que lhe agrada em cada momento ou situação. Tente não direcionar e não ficar corrigindo a brincadeira dela. Damos a ela a chance de descobrir algo novo, de arriscar e de assumir os próprios erros, quando deixamos a criança livre para testar e inventar.

Aproveite para entrar na brincadeira. Quando foi que tivemos a absurda ideia de que adulto não brinca? Você pode aproveitar a infância das crianças com quem convive para soltar a imaginação e reviver as alegrias que tinha nas suas brincadeiras. O lúdico relaxa, deixa a vida mais leve e te ajuda a ver as coisas por outros ângulos. Busque coisas que podem fazer juntos, lembre-se de que você é o adulto da relação e é você quem deve se adaptar à brincadeira e não o contrário. Respeitar o tempo e os limites de entendimento do outro é fundamental.

Criança deve ser criança e elas correm e fazem bagunça, sim. Isto é sinal de saúde e vitalidade. Quando se tem filhos em casa, tem massinha no chão, riscos na parede e muita cor e barulho. Relaxe e permita que suas crianças brinquem livremente, explorando e criando, ela ainda terá muito tempo para a vida de adulto, com todas as responsabilidades que o futuro vai exigir.

Que tal ousar e colocar a mão na massa em prol de uma vida mais lúdica? Comece hoje mesmo, sem cobranças e sem elevar as expectativas. Use sucata, brinquedos ou simplesmente a imaginação. Deite, role e deixe a alegria tomar conta do momento em família.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Não se agrida para agradar os outros

Respeite seus limites

Muitas pessoas que procuram um acompanhamento psicológico têm em comum uma característica: fazem o que não querem para agradar os outros. Não aparenta ser nada grave se considerarmos esse evento de forma isolada e pouco frequente, mas para algumas pessoas essa é uma característica muito presente. Atrapalha o dia a dia? Sim e muito.

Imagine a situação: Você tem uma vida bastante agitada, compromissos em horários muito próximos e locais muito distantes, passa muitas horas por dia no trânsito, no final do dia percebe que correu o dia todo e não conseguiu terminar o que tinha para fazer. Agora some a isso tudo os favores e pedidos das outras pessoas, coisas sem importância em relação às tarefas que você tinha para fazer. Mas, como sua maior dificuldade é desagradar os outros, você faz um grande movimento para atender o pedido. Sente-se mal por não ter ouvido a voz interior que dizia, “mas não vai dar tempo de fazer o que eu queria”, “essa responsabilidade não é minha”, “eu nem queria vir nesta festa”.

Mais do que uma dificuldade em dizer não, o que impacta para essas pessoas é o sofrimento que elas têm em pensar que o outro pode ficar bravo, triste ou até mesmo romper a amizade. Os pensamentos negativos tomam conta da mente e naquele momento giram em torno da certeza de que não há nada mais a fazer além de aceitar o pedido do outro. A culpa quando não conseguem ou se negam a atender o pedido aumenta o sofrimento e pode se manter por dias.

Para quebrar esse ciclo você deve olhar para si, descobrir seus reais interesses e necessidades e se colocar em primeiro lugar. Não é, de forma alguma, um comportamento egoísta, mas sim um comportamento de autopercepção e prioridades. Quando você passa a fazer isso, se sente mais confortável e seguro das suas decisões e por consequência, sofre menos com as críticas das outras pessoas.

Evite se distanciar muito dos seus princípios, aceite ser maleável, mas tome cuidado para não se agredir atendendo às demandas de outras pessoas. Cuide de si mesmo antes de cuidar dos outros.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475

Como lidar com pessoas difíceis no ambiente de trabalho

Você pode aprender a lidar com pessoas difíceis no ambiente de trabalho

 

Sempre digo que família nós amamos sem explicação, amigos nós escolhemos por afinidade e o colega de trabalho quem escolhe é o RH.

Algumas vezes, a incompatibilidade é notória e é preciso conviver com alguém que tem interesses e comportamentos muito diferentes dos seus. E, para garantir o bom clima e a qualidade na produtividade, o melhor é manter um bom relacionamento com a equipe. Tarefa nem sempre simples, não é mesmo?

Tem o chato, o inconveniente, o inflexível, o galanteador e muitos outros perfis dentro das empresas. No geral, no momento da entrevista, o RH avalia o perfil do funcionário com base nas necessidades de desempenho e competências técnicas. Existe a preocupação com a integração do funcionário, mas este não é o ponto decisivo. Nem todos serão grandes amigos, mas precisam trabalhar lado a lado para conquistar os melhores resultados.

A maior mudança é sempre a que vem de dentro, então aproveite o momento para refletir sobre você e as mudanças que precisa fazer. Exercite alguns comportamentos vão te ajudar a lidar com pessoas difíceis:

Ouça com sua atenção voltada ao discurso mais do que para sua resposta. Parece óbvio, mas este é um comportamento comum no ambiente profissional, principalmente quando a pessoa entende que precisa dar uma resposta imediata. Agir desta maneira dificulta a comunicação pois não te permite compreender todos os pontos da conversa.

Seja positivo. É muito difícil trabalhar ao lado da pessoa que percebe defeitos e dificuldades em tudo. Avaliar riscos é muito diferente de ser pessimista. Ao ser uma pessoa positiva e realista, você transmite confiança e segurança para o grupo, tendo mais possibilidades de encontrar alternativas interessantes para as situações.

Busque alternativas para resolver o problema mais do que ficar preso nas dificuldades. Pessoas que buscam soluções direcionam a atenção e a energia para o ponto de mudança e tendem a ter melhores resultados. Ajudar os colegas a buscarem soluções mais eficientes pode ser o ponto de fortalecimento do grupo. Tome cuidado para não ultrapassar barreiras no relacionamento. Oferecer ajuda é diferente de se intrometer nas decisões dos demais.

Exercite uma forma de lidar com as situações e com as pessoas difíceis de uma maneira equilibrada, agindo com coerência e de acordo com a necessidade e a intensidade da situação. Cada vez que você reage de uma forma agressiva, desrespeita a outra pessoa e o ambiente de trabalho. Ouvir, se disponibilizar para resolver a situação e ter empatia pelo outro são as melhores alternativas.

Jamais espere que a mudança comece pelo outro, quando você perceber que existe espaço para melhorias, vá e faça.

Simone Steilein Nosima – Psicóloga e Coach – CRP: 08/09475